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segunda-feira, 1 de junho de 2015

18º Encontro do Teresópolis Beer Club


Pela 18ª vez nos reunimos para um encontro de degustação cervejeira. O encontro foi adiado para a sábado logo após o último de fevereiro (o dia que costumamos nos reunir) e, infelizmente, muitos não puderam comparecer. Fomos poucos os representantes, mas representamos. Estavam presentes: Leandro Rocha (eu), Nathália Cardoso, Solana Guerra e Vitor Oliveira  (respectivamente na foto abaixo). O encontro ocorreu, como de costume, no Bar e Petiscaria 1&90 (Teresópolis-RJ).


A primeira cerveja degustada foi a líbanesa 961 Beer Red Ale, da cervejaria Gravity Brewery, uma American Âmber Ale com 5,5% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 330ml. As cervejas 961 existem desde 2006, quando começaram a ser produzidas em panelas de 20 litros. Hoje são produzidas mais de 2 milhões de litros por ano.

A 961 Red é apresentada por um rótulo simples preto, vermelho e branco. No copo, a cerveja apresenta uma coloração cobre, translúcida e com pouca espuma. No aroma, destaque pro malte caramelo e uma leve presença de lúpulo no fundo. Na boca uma cerveja leve, como o sabor na mesma base caramelo, mas sente-se mais a presença do lúpulo. O final é seco e amargo.


Avaliação Média - 961 Beer Red Ale
Geral: 3,7
Aroma: 8/10
Aparência: 4/5
Sabor: 15/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

"Uma ótima combinação entre o sabor  e a aparência. Uma cerveja diferente que valeu a pena apreciar." (Nathália Cardoso)

"O Líbano mostrou que sabe fazer cerveja. Uma boa Amber Ale!" (Leandro Rocha)



A segunda cerveja da noite foi a Hoffen Bier Darkness, da cervejaria Hoffen, uma Weizenbock com 6,8% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 600ml. A cervejaria Hoffen fica localizada em Votoratin-SP e traz o lobo como símbolo, representando sua fidelidade e perseverança.

A Darkness traz um rótulo muito bonito, com a presença do lobo sombrio em uma floresta noturna. Destaque para os belos tons de azul. No copo, um cerveja de cor âmbar escura, turbidez acentuada e um farto creme branco. O aroma exalado traz notas de malte caramelizado e tostado, açúcar mascavo e cravo. Na boca, uma cerveja encorpada com suave sabor doce do malte caramelo e ainda nuances de tutti-fruti e cravo. O álcool e o amargor são imperceptíveis. Ligeira acidez pontua o final.



Avaliação Média - Hoffen Darkness
Geral: 3,6 
Aroma: 7/10
Aparência: 4/5
Sabor: 15/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

"O seu diferencial é a aparência, uma bela cor para uma cerveja de trigo. Bem frutada e um pouco forte!" (Nathália Cardoso)

"Ótima cerveja de trigo. Diferente e saborosa!" (Leandro Rocha)


Excepcionalmente este mês tivemos uma cerveja extra. A adicional foi a jamaicana Red Stripes, da cervejaria Desnoes and Geddes, uma Premium American Lager com 4,7% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 355ml. A Red Stripes é produzida desde 1938 na Jamaica, mas apenas em 1993, quando a Desnoes e Geddes foi adquirida pela Guiness, é que passou a ser distribuída pra outros países.

A cerveja jamaicana possui uma garrafa curiosa que mais parece um vidro de remédio. No copo, uma cerveja dourada com espuma branca de pouca formação e duração. O aroma traz marcante presença de malte e leve lúpulo herbal. Na boca, sabor suave de malte. Uma cerveja simples e refrescante.


Avaliação Média - Red Stripes
Geral: 3,3
Aroma: 6/10
Aparência: 3/5
Sabor: 14/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

"Uma ótima lager, bem leve para um dia quente. O que chamou a atenção foi o estilo da garrafa, super original." (Nathália Cardoso)

"Uma grata surpresa. Boa cerveja, leve e refrescante!" (Leandro Rocha)



Ainda tivemos um delicioso camarão empanado com limão e molho rosé pra harmonizar.





Vida Longa, Próspera e Ébria!



Fontes:

quinta-feira, 23 de abril de 2015

17º Encontro do Teresópolis Beer Club


No último sábado de março nos reunimos no nosso 17º encontro para mais uma rodada de degustações de cervejas especiais. Estiveram presentes: Igor Costa, Vitor Oliveira, Leandro Rocha (Eu), Nathália Cardoso, Rafael Correa, Fernanda Pamplona, Eduardo Tavares e Solana Guerra (respectivamente na foto abaixo). O encontro ocorreu, como de costume, no Bar e Petiscaria 1&90 (Teresópolis-RJ). 


A primeira cerveja degustada foi a Sea Dog Wild Blueberry, da cervejaria americana Sea Dog1, uma American Wheat com 4,7% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 355 ml. Essa cerveja de trigo americana leva lúpulos Hallertau e Willamette. Premiada com a medalha de bronze no Australian International Beer Awards em 2007, 2008 e 2009. 

A Wild Blueberry traz um rótulo azul com seu mascote, um cachorro de chapéu, dentro de um barco num rio de blueberry. No copo um líquido amarelo claro, com espuma branca que pouco apareceu e perdurou. O aroma traz notas frutadas de mirtilo e framboesa e algo ácido que lembra guaraná. Na boca uma cerveja de corpo médio, leve e refrescante. O sabor acompanha o aroma frutado, com o ácido que lembra refrigerante, e um final maltado e com leve amargor.

A cerveja americana não foi muito popular entre os degustadores presentes, ficando com a terceira pior avaliação entre todas as cervejas apreciadas em nossa jornada. Ficou a frente apenas da belga Blanche des Nieges e da americana Anderson Valley The Kimmie, The Yink, and the Holy Gose.


Avaliação Média - Sea Dog Wild Blueberry
Geral: 4,2
Aroma: 7/10
Aparência: 3/5
Sabor: 10/20
Sensação: 2/5
Conjunto: 5/10

"Cerveja diferente, ao abrir e dar o primeiro gole me lembrou guaraná. Mas gostei, tem um gosto agradável e um bom aroma. Bem leve, recomendo!" (Nathália Cardoso)

"Diferente do que estamos acostumados, sem presença de espuma. Que lembra o sabor de guaraná, frutado e sem muita expressão!" (Eduardo Tavares)

"Cerveja com sabor extremamente doce, lembra refrigerante." (Solana Guerra)

"Cor dourada, com espuma de baixa formação e duração. Aroma frutado, doce, blueberry. O sabor lembra chiclete, refrigerante, com o doce do blueberry. Leve, ácida e de baixa drinkability. Bem razoável!" (Leandro Rocha)

"Cerveja de coloração cobre, odor forte com aroma característico e expressivo. Doce, porém não muito atraente. Cerveja com personalidade, mas não muito recomendável para quem não curte cervejas muito doces." (Igor Costa)

"Uma cerveja leve com um aroma doce que vai de encontro ao sabor. Retrogosto frutado e muito doce. Espuma inexistente. Uma boa cerveja para um dia quente, porém não causa emoção." (Rafael Correa)

"O sabor é bom, o aroma também. O que vi como problema é a falta de "gosto de cerveja". Lembra mais uma bebida alcoólica sabor guaraná. É bom, mas não é cerveja!" (Vitor Oliveira)





A segunda cerveja degustada foi a Chicago Blues, da cervejaria paranaense Curitiba2, uma Robust Porter com 6,2% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 355 ml. O projeto The Beers da cervejaria é um conceito muito bem bolado, juntando música e cerveja, aparência bem cuidada e rótulos produzidos.

A Chicago Blues é apresentada por um rótulo simples e bonito com tons de roxo e figuras de músicos de blues. No copo, uma cerveja preta com uma espuma marrom de boa formação que deixa marcas pelo copo. O aroma traz notas de café, chocolate e malte tostado. O sabor acompanha o aroma e traz um médio amargo no final. Uma cerveja encorpada e densa, com um amargor que segue o gosto e perdura por um bom tempo.

A porter, como de costume dadas as preferências dos membros do clube, foi muito bem recebida. Ficou entre as TOP 10, como a 7ª melhor cerveja no geral e com a 3ª melhor avaliação entre as nacionais, ficando atrás apenas da Morada Etílica Double Vienna (1ª) e da Noi Bianca (2ª).



Avaliação Média - Chicago Blues
Geral: 4,2
Aroma: 8/10
Aparência: 5/5
Sabor: 16/20
Sensação: 4/5
Conjunto: 9/10

"Puro café, cerveja forte. Gosto de café torrado, bem escura, aroma denso de café. Uma ótima porter, vale a pena!" (Nathália Cardoso)

"Aroma marcante e sabor sensacional. Senti falta do "smoked", porém de resto é muito boa. Indico a todos!" (Vitor Oliveira)

"Uma cerveja agressiva, desce no copo encorpada e densa. Formação de espuma boa, mas com pouca duração. Sabor tostado e forte, com um retrogosto bem amargo e persistente. Ótima porter, fiel ao estilo!" (Rafael Correa)

"Cerveja quase preta. Espuma bege com média formação. Aroma de café tostado. Sabor segue o aroma com o tostado. Cerveja encorpada e com retrogosto amargo. Ótima!" (Leandro Rocha)

"Cerveja encorpada, mas com um gosto mais fraco do que as demais 'porters' que já tomei. Saborosa, bem escura e com predominância do tostado e menos de café." (Igor Costa)

"Cerveja encorpada, com sabor marcante. Muito boa!" (Solana Guerra)

"Espuma consistente, porém não duradoura. Retrogosto amargo, com aroma de café. Escura, agradável ao meu gosto." (Eduardo Tavares)


Antes do final do encontro tivemos ainda a ilustre presença dos amigos Camila, João, Amana e Plínio (os quatro primeiros da esquerda pra direita)... e, claro, fizemos uma segunda foto pra registrar:

domingo, 19 de abril de 2015

Bier Tour da Vila St. Gallen


Estivemos no templo cervejeiro de nossa cidade, a Vila St. Gallen, dessa vez para fazermos a Bier Tour. Neste passeio, os visitantes conhecem a história, os ingredientes, os principais estilos e o processo de produção. Ao final, ainda é oferecido uma experiência degustativa com ótimas dicas de harmonizações.


Primeiramente, somos levados num passeio histórico sobre o mundo das cervejas, desde os primeiros registros do líquido ancestral até os dias de hoje, passando pela história da própria Cervejaria Therezópolis e da Vila St. Gallen.

A nossa guia foi a Paula Pampillón, sommelier de cervejas da casa, que mostrou um profundo conhecimento e um amor verdadeiro pelo líquido sagrado.

Em seguida, a palestra foi sobre o processo de produção da cerveja. Na própria microcervejaria localizada dentro da Vila, são apresentados os ingredientes, o equipamento e todo o tempo e trabalho gasto para se fazer uma cerveja puro malte de qualidade.


Ao final da Tour, acontece uma degustação das cervejas da Therezópolis acompanhadas de queijos que harmonizam perfeitamente com cada estilo servido. A apresentação das cervejas é feita pela Paula, que descreve os diferenciais de cada um dos rótulos, dos ingredientes às sensações sensoriais, e dá as dicas de harmonização.


A porta de entrada da degustação foi a Therezópolis Gold, uma American Lager, acompanhada de queijo parmesão. Em seguida, foi a vez da mais nova cerveja da casa, a Or Blanc, uma Belgian Witbier, com característica presença de notas cítricas e altamente refrescante. Esta, por sua vez, foi harmonizada com queijo de cabra.

Após a entrada com duas cervejas leves, foi a vez da Elfenbein, uma Weiss de corpo médio e características tradicionais do estilo. O queijo escolhido para acompanhá-la foi o Brie.

Finalizando a degustação, dentro da linha Therezópolis, foram servidas duas cervejas mais complexas. O quarto rótulo foi a Rubine, um tradicional Bock de intensa e belíssima cor vermelha, o destaque fica por conta do sabor frutado de ameixa e o tostado que lembra açúcar mascavo. O queijo da vez foi o Caciocavallo. Por fim, a última cerveja servida foi a Ebenholz, uma Munich Dunkel escura, quase preta, com destaque para os maltes torrados. O queijo escolhido para harmonizar com a última cerveja da Tour foi o Emmental.


A Bier Tour da Vila St. Gallen é uma experiência muito rica, indicada tanto para aqueles que estão começando a conhecer o mundo das artesanais, quanto para aqueles que já apreciam e querem conhecer um pouco mais sobre a história, o processo de produção e as diversidades sensoriais proporcionadas pelas cervejas. Para recordação do passeio, todos ganham uma linda caneca da St. Gallen.


Para agendar uma Bier Tour e saber mais, o site da Vila: http://www.vilastgallen.com.br/


Vida Longa, Próspera e Ébria!

quinta-feira, 19 de março de 2015

16º Encontro do Teresópolis Beer Club


No último sábado de fevereiro (28/02/2015) ocorreu, no Bar e Petiscaria 1&90, o 16º Encontro do TBC. Estavam presentes Rafael Corrêa, Eduardo Tavares, Leandro Rocha, Solana Guerra, Vitor Oliveira e Nathália Cardoso (respectivamente na foto abaixo).


A primeira cerveja degustada foi  a Gulden Draak, da cervejaria belga Van Steenberg1, uma Belgian Dark Strong Ale com 10,5% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 330 ml. A cerveja traz como símbolo um dragão e mostra-se imponente como tal. Em seu processo de fabricação, passa por fermentação secundária em que fermento de vinho é utilizado. 

A Draak é envasada numa garrafa branca, com bandeira negra, dragão dourado e letras vermelhas. No copo um líquido marrom, com espuma densa bege que durou até o final da degustação. Aroma de uva, pêssego e açúcar mascavo. O sabor é adocicado e complexo, a princípio lembra um vinho tinto e, ainda, frutas escuras, chocolate e caramelo, final ligeiramente amargo e torrado. O alto teor alcoólico é bem inserido e não compromete o sabor.

A belga foi muito bem recebida e avaliada pelos degustadores presentes. Entre as 32 cervejas já degustadas no clube, ela foi a 5ª melhor avaliada, sendo a 4ª entre as 16 importadas.



Avaliação Média - Gulden Draak
Geral: 4,2
Aroma: 8/10
Aparência: 4/5
Sabor: 17/20
Sensação: 4/5
Conjunto: 9/10

"Coloração marrom dourado escuro e boa formação de espuma. Sabor adocicado no início e amargo no fim. Forte presença de uva. Ótima cerveja!" (Vitor Oliveira)

"Bela garrafa e rótulo. No copo, ainda mais bonita com uma cor marrom avermelhada e uma espuma bege persistente. Aroma complexo com notas de uva, pêssego e açúcar mascavo. O fermento de vinho é evidente no sabor inicial, conforme ela esquenta, o álcool fica mais perceptível. Uma cerveja repleta de nuances, muito gostosa!" (Leandro Rocha)

"Cerveja interessante! Diferente de todas as outras cervejas artesanais que já bebi. Gosto de uva sem perder as características básicas de uma cerveja. Recomendo!" (Rafael Correa)

"Forte como uma boa tripel. Cor bonita, tom de caramelo. Espuma firme. Aromamuito específico, o fermento de uva dá um tom fantástico. Linda!" (Dudu Tavares)

"10,5%, pesado! Aroma de uva, no começo a cerveja desce com gosto de vinho e, no final, começa a pesar. É uma boa cerveja, porém bem seca e pesada. É uma cerveja no começo e outra no fim." (Nathália Cardoso)



A segunda cerveja degustada veio direto de Penedo-RJ, foi a Casa do Fritz Weizen, da cervejaria Casa do Fritz2, uma Weiss com 4,8% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 600 ml. A Casa do Fritz produz uma cerveja especialmente desenvolvida com matéria-prima de alta qualidade e água pura das montanhas da Região das Agulhas Negras.

Esta Weizen apresenta uma cor amarelo palha, translúcida, com uma espuma branca duradoura e cremosa. Partículas sólidas são visíveis no líquido devido à sua não filtragem. O aroma é agradável, com notas típicas do malte de trigo, cravo e banana. O sabor segue o aroma, com cravo, banana e baunilha. Baixo amargor. Diferente das Weiss mais tradicionais, é uma cerveja leve e com boa drinkability.

A Weizen de Penedo não agradou muito. Apesar da vantagem de ser leve e fácil de beber, as características esperadas para uma cerveja de trigo ficou aquém do desejado. De todas as cervejas já degustadas em nossa jornada, ficou apenas com a 27ª melhor avaliação. Entre as nacionais, só foi melhor avaliada que a Cacildis, da Brassaria Ampolis.



Avaliação Média - Casa do Fritz Weizen
Geral: 3,1
Aroma: 6/10
Aparência: 3/5
Sabor: 12/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 7/10

"Aparência e aroma típico de uma Weiss. O sabor deixa um pouco a desejar, aquém de uma boa cerveja do estilo. Leve e refrescante!" (Leandro Rocha)


"Não tão clara como diz o rótulo, porém com uma cor bonita. Aroma sensível, bem leve. Deixou um pouco a desejar no sabor. Porém interessante." (Dudu Tavares)

"Diferente das demais cervejas de trigo padrões. Coloração caramelo claro, com pouca formação de espuma. Cerveja leve, boa drinkability. Uma cerveja de 600 ml que desce facilmente!" (Vitor Oliveira)

"Cerveja leve e sem espuma. Toque frutado, bem suave. Uma boa cerveja!" (Nathália Cardoso)

"Cerveja de aparência pouco atraente, mas com saborhonesto e refrescante. O aroma lembra banana, mas não chama muita atenção. O rótulo pode ser melhorado." (Rafael Correa)



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

15º Encontro do Teresópolis Beer Club


No último sábado (07/02/2015) ocorreu nosso 1º encontro no ano de 2015 e o 15º de nosso loga jornada pelo mundo das cervejas. O evento foi realizado no Bar e Petiscaria 1&90 que já está com seu ambiente social quase pronto para receber os clientes e amigos. Neste evento estiveram presentes: Leandro, Solana, Vitor, Nathália, Igor e Plínio. Excepcionalmente esse mês, não lembramos de tirar uma foto pro registro do blog.


A primeira cerveja degustada foi a americana The Kimmie, The Yink and The Holy Gose, da cervejaria Anderson Valley1, uma Gose Ale com 4,2% de álcool e envasada em lata de 355 ml. A Valley foi fundada em 1987 na cidadezinha de Boonville. Em 2010, a cervejaria foi vendida e a marca foi levada a diversos cantos do planeta. O estilo Gose Ale é alemão, com grandes e antigas tradições na cidade de Leipzig, é muito raro nos dias de hoje.

A Holy Gose é envasada numa lata muito bonita e interessante pros colecionadores, retratando uma rodovia em meio aos vales da cidade natal da cervejaria. No copo, um líquido de cor dourada clara, translúcida e com espuma branca baixa e de rápida formação. O aroma já traz alguma estranheza, com notas cítricas e ácidas. O sabor é salgado, com um pouco de malte e uva verde, e um final ácido e azedo, que se mantém no retrogosto. Cerveja com corpo leve e final muito seco, lembrando Cidra.

Em geral, todos consideraram um experiência única e estranhamente interessante. A maioria dos presentes na degustação tiveram dificuldades para terminar sua lata e apenas uma realmente gostou. Ficou com a pior nota entre todas as cervejas que já passaram pelo clube.


Avaliação Média - The Kimmie, The Yink and The Holy Gose
Geral: 2,3
Aroma: 4/10
Aparência: 3/5
Sabor: 8/20
Sensação: 3/5
Conjunto: 5/10

"Cerveja bastante inusitada, com estilo diferente de tudo que já tomei. Não muito agradável!" (Leandro Rocha)

"Totalmente "fora da curva", uma cerveja que deve ser degustada pelos amantes de especiais. No copo, pouco espuma e cor tradicional. Sabor diferente e se aproxima de um vinho seco, realmente salgada. Não é feita para todos os paladares." (Vitor Oliveira)

"Cerveja realmente salgada. Sensação seca, como um vinho branco. É gostosa do seu jeito. Agradou o meu paladar!" (Solana Guerra)

"Aroma não muito agradável, refletido na sensação e sabor. Aparência bem clara. Não é uma boa cerveja!" (Igor Pedersoli)

"Esquisita, não consigo definir. É um gosto de sal, com sidra. Diferente, mas não tomaria novamente. Difícil de descer." (Nathália Cardoso)

"Uma cerveja excêntrica, totalmente diferente do tradicional. Valeu a pena a experiência, mas não a tomaria novamente. O sabor salgado, dentre outras características, formam um conjunto estranho. Uma cerveja para poucos." (Plínio Alves)


A segunda cerveja degustada foi a mineira Verano, da cervejaria Wäls2, uma American Pale Ale, com 5% de graduação alcoólica e envasada em garrafa de 300 ml. Verano passa por dry de lúpulo Columbus, corpo com bom balanço de maltes e muito equilíbrio.

O rótulo minimalista é inspirado nas camadas das folhagens do lúpulo, sobreposta com camadas e texturas. No copo, uma cerveja âmbar, levemente turva, com espuma branca de média formação e duração. Aroma floral e lupulado, com notas de pinho e malte. O sabor é adocicado, com destaque para os maltes, médio amargor que se encaixou bem no conjunto. Leve e refrescante, como prometido.

Em geral, a cerveja foi muito bem avaliada. Uma Pale Ale que cumpre com a promessa de ser leve e refrescante. Uma cerveja para o verão brasileiro! A Verano ficou como a 9ª melhor cerveja entre todas as já degustadas no 15 encontros, a 5ª entre as nacionais.


Avaliação Média - Verano
Geral: 3,9
Aroma: 7/10
Aparência: 4/5
Sabor: 16/20
Sensação: 4/5
Conjunto: 8/10

"Uma cerveja bem leve, que combina com os fatores do verão. Embora uma cerveja especial, recomendo tomá-la bem gelada. Ótima para o dia-a-dia." (Plínio Alves)

"Uma Pale Ale interessante, mais leve e refrescante que o habitual. Boa cerveja!" (Leandro Rocha)

"Perfeita! Cerveja leve, ótimo sabor e como diz o nome: bem Verão! Uma ótima Pale Ale, vale a pena!" (Nathália Cardoso)

"Cerveja leve e agradável ao paladar." (Solana Guerra)

"Cerveja feita para o verão, a Wals atingiu seu objetivo. Tímida formação de espuma, cor amadeirada. Uma ótima opção para um dia quente." (Vitor Oliveira)

"Coloração dourada escura, surpreende o aroma e o sabor refrescante. Ótima sensação e conjunto!" (Igor Pedersoli)



Vida Longa, Próspera e Ébria!



Fontes:
1- https://avbc.com
2- http://www.wals.com.br/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Confraternização de Fim de Ano e Amigo Secreto - 2014


Pra fechar o ano de 2014 com Chave de Ouro realizamos uma confraternização especial. Nesta, em que reunimos alguns dos amigos que estiveram presentes nos encontros do ano que se encerrava, realizamos um Cerveja Oculta, versão cervejeira do tradicional Amigo Oculto. Nessa variante, o mecanismo é o mesmo da brincadeira habitual. Faz-se o sorteio e trocamos os presentes. E é nos presentes que está a diferença, nesta versão, os presentes são todos cervejas!!!

Eu (Leandro), como organizador do evento e do TBC, dei inicio às atividades. Meu amigo sorteado foi o Rafael e o presenteei com a belga Orval. Cerveja esta que é produzida pela cervejaria trapista Brasserie d'Orval e se enquadra no estilo Specialty Ale.


"Então..quanto a orval, achei muito boa, mas não muito destacante. Uma cerveja com uma forte formação de espuma e bem firme. O aroma um pouco adocicado mas o sabor é levemente amargo com gosto pouco amadeirado. Seu sabor não se destaca muito, o que leva a agradar a mais gente.

Difícil de colocar no copo. Pois da muita espuma

E quando ao retrogosto.. Dependendo do tamanho da golada.. Vem o amargor mais forte

E algo que nunca vi... Nunca vi subir tanta bolha de um fundo de copo."


Seguindo a brincadeira, foi a vez do Rafael que teve como amigo secreto a Solana. Como presente, ele deu a cerveja mineira Wäls Petroleum, uma Russian Imperial Stout da cervejaria Wäls.


"Estoura igual champagne. Linda!!! 

A espuma é marrom e dura pouco. A consistência é idêntica ao óleo queimado do meu fusca. O sabor... 

Boa pra c******!!!!!"


A Solana, por sua vez, tirou o Vitor. Ela o presenteou com a Belgian Tripel da cervejaria mineira Peripécia.


"Que cerveja deliciosa. Uma cerveja bonita no copo coloração amarelo bem opaco com uma espuma espessa e sólida persistente.  Um médio amargor no começo e no retrogosto um adocicado lembrando baunilha aroma doce e fretado como uma trippel deve se comportar.

Espetáculo de cerveja!

Detalhe: quando a temperatura vai aumentando ela vai ficando mais doce"


Continuando a atividade, o Vitor tirou o Dudu. Ele deu de presente ao seu amigo oculto uma Coopers Best Extra Stout, uma Foreigh Extra Stout produzida pela cervejaria australiana Coopers.


"Muito boa, cerveja forte e licorada, bem escura e com espuma densa!!

Aroma suave, porém chama a atenção!!!

Sensacional, só tenho a agradecer pelo presente!!"


Girando a roda da brincadeira foi a vez do Dudu. Ele teve como amigo secreto a Nathália e deu de presente Schornstein Imperial Stout, uma Russian Imperial Stout da cervejaria catarinense Schornstein.


"Pouca espuma, aroma e gosto de café torrado. Leve amargor, bem encorpada... Verdadeira Stout!"


E a Nathália, por sua vez, me tirou! Ela deu dois presentes, o primeiro foi a Hi-5, uma Black IPA da cervejaria carioca 2cabeças. O segundo presente foi a Schneider Weisse TAP 7 Unser Original, uma German Weizen da cervejaria alemã G. Schneider & Sohn.


"Cerveja de cor marrom muito escuro, quase preta. Espuma bege de baixa formação, ficando apenas um anel depois de alguns instantes. Assim que o líquido atinge o copo, emerge um aroma de malte torrado, porém em alguns instantes o herbáceo do lúpulo sobressai. Na boca, o amargor do lúpulo é intenso, ainda são perceptíveis notas de malte torrado, maracujá e ameixa. Corpo médio. No retrogosto, o amargor persiste por algum tempo. Uma ótima cerveja, indico a todos que gostam de uma boa dose de lúpulo!"


"Cerveja apresenta uma coloração âmbar, diferente do que comumente vemos no estilo Weiss. Turva, com espuma longa e de rápida duração. O aroma é adocicado, remete a miolo de pão e banana. Na boca, uma cerveja bem leve. O sabor também é diferenciado, com forte presença do azedume do fermento que persiste no retrogosto. Final levemente amargo."


Ainda tivemos troca de presentes entre dois amigos que não participaram do "Cerveja Oculta", mas não quiseram ficar de fora da confraternização. O Plínio presenteou o Igor com uma SucurIPA, uma India Pale Ale da cervejaria paranaense Providência. E o Igor retribui presenteando-o com uma Schornstein Imperial Stout, uma Russian Imperial Stout da cervejaria catarinense Schornstein.


"Sensacional!


Forte amargor no retrogosto porém um pouco frutado e refrescante" (Igor Pedersoli)


E assim fechamos o ano de 2014. Um período de novas experiências cervejeiras, estreitamentos de laços de amizade e muitas alegrias. Que em 2015 possamos continuar nossa trajetória em busca de novas cervejas, sempre rodeados de amigos e munidos de alegrias.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

14º Encontro do Teresópolis Beer Club


No último dia 20 de dezembro realizamos a nossa última degustação de 2014. Como de costume, o evento foi realizado no Bar e Petiscaria 1&90. Estavam presentes: Plínio, Vitor, Solana, Leandro, Nathália, Rafael, Fernanda e Igor (respectivamente na foto abaixo). Esteve presente também nosso amigo Dudu Tavares, mas ele saiu antes da foto.


A primeira cerveja degustada foi a belga Chimay Blue Cap, da cervejaria Chimay1, uma Belgian Dark Strong Ale com 9% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 330 ml. A Chimay é uma autêntica cerveja trapista, isto é, ela é produzida dentro dos muros de um monastério Trapista sob o controle e a responsabilidade de um conjunto de monges, e cuja remuneração é devotada ao serviço social. A Blue Cap inicialmente era produzida como um cerveja de Natal2.

A apresentação é feita por um rótulo simples, azul escuro com o nome Chimay em letras brancas. Na garrafa, o selo trapista está em alto relevo. No copo, um líquido de coloração marrom com uma espuma bege densa e persistente. O aroma é adocicado com notas de malte e ameixa. Na boca, uma cerveja forte, com presença intensa do álcool (condizente com o strong do estilo). Sabor frutado com notas de ameixa e pêssego. Médio amargor. Conforme vai ganhando temperatura, os aromas e sabores se intensificaram.

Em geral, a Blue Cap foi aprecida por todos. A complexidade dos aromas e sabores chamou a atenção. O álcool em alta dose foi um ponto negativo destacado.


Avaliação Média - Chimay Blue Cap
Geral: 3,7
Aroma: 8/10
Aparência: 3/5
Sabor: 14/20
Sensação: 4/5
Conjunto: 8/10

"Cerveja complexa, possui muita personalidade e qualidade!" (Leandro Rocha)



A segunda cerveja da noite foi a Cacildis, da cervejaria Dortmund3, uma Premium American Lager com 5% de teor alcoólico e envasada em garrafa de 355 ml. A Cacildis é uma criação da empresa Brassaria Ampolis, do Rio de Janeiro. É o segundo rótulo da empresa para homenagear o comediante Mussum (a primeira foi a Biritis). Á cervejaria Dortmund, de Serra Negra-SP, cabe a produção e o envasamento4.

O rótulo com conteúdo bem humorado apresenta bem a cerveja e é uma bela homenagem ao trapalão Mussum. A Cacildis mostrou uma coloração dourada, translúcida e uma espuma branca de baixa duração. Poucos aromas são perceptíveis, o doce do malte sobressai. Na boca, o sabor é maltado e o amargor é baixo. Cerveja leve, refrescante e com boa dinkability.

Todos apreciaram a cerveja. Apesar de não ser uma cerveja complexa, é bastante agradável de se tomar. Por ser um lançamento, ainda é um pouco cara pro que ela é, mas se o custo dela baixar um pouco será uma ótima pedida pro verão!


Avaliação Média - Cacildis
Geral: 2,7
Aroma: 5/10
Aparência: 3/5
Sabor: 11/20
Sensação: 2/5
Conjunto: 6/10

"Leve e refrescante, poderia tomar várias dela facilmente. Diferente do que eu esperava, dado o estilo. Faltou um pouco de lúpulo." (Leandro Rocha)



Vida Longa, Próspera e Ébria!!!



Fontes: